A
partir desta segunda-feira, o Brasil se mobiliza para implantação da
vacina contra o HPV no calendário do Ministério da Saúde. Em Itajaí, meninas
entre 11 e 13 anos poderão ser vacinadas nas unidades básicas de saúde ou na
escola que estuda. Os pais serão os grandes parceiros nesta iniciativa que
objetiva imunizar 4.568 meninas. As escolas municipais, estaduais e
particulares interessadas em receber as equipes de vacinadores, devem agendar
com a unidade de saúde mais próxima a partir de segunda-feira (10).
Com
a data marcada, pais e alunos serão informados antecipadamente, pois é
obrigatório estar com a carteira de vacinação em mãos. Caso os pais optem por
vacinar na unidade de saúde, é preciso preencher o termo de recusa à vacina e entregar
na secretaria da escola. O material informativo sobre a importância da vacina e
o termo de recusa já estão sendo entregues.
“Temos
uma meta a cumprir em trinta dias, um curto espaço de tempo. Por isso
ressaltamos a necessidade do apoio dos pais nesta mobilização, conversando e
ressaltando a importância da vacina. Os pais podem levar com suas filhas na
unidade de saúde ou autorizar a vacinação na escola”, ressalta a Diretora de
Vigilância Epidemiológica, Rachel Marchetti.
A
meta em Itajaí é vacinar 4.568 meninas com idade entre 11 e 13 anos que estudam
em 58 escolas municipais, estaduais e particulares. As unidades de saúde
próximas serão o centro logístico das vacinas e as equipes de vacinadores serão
responsáveis pela aplicação das doses. A campanha encerra no dia 10 de abril.
A
enfermeira da Gerência de Imunizações, Andréa Bittencourt explica que a
eficácia da vacina depende da aplicação da segunda dose a partir do mês de
setembro deste ano, também disponível em todas as unidades de saúde. O Ministério
da Saúde recomenda ainda uma terceira dose cinco anos após a primeira, em 2019.
A
Rede Municipal de Saúde é composta por 27 unidades básicas. Todas possuem sala
de imunização e estão abastecidas com a vacina contra o vírus HPV, que até
então era ofertada apenas na rede privada.
Conforme
o Ministério da Saúde, a eficácia da vacina é comprovada em pessoas que ainda
não iniciaram a vida sexual, ainda assim, não elimina outras ações de
prevenção, tais como o exame papanicolau e o uso da camisinha nas relações
sexuais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário