Recentemente pelo menos 10 mulheres sofreram queimaduras após sessões de bronzeamento em um salão de beleza no Estado de Goiás. Uma delas teve 72% do corpo queimado e chegou a ser hospitalizada com queimaduras de segundo grau. As vítimas relataram que a dona do estabelecimento passou uma mistura de óleo de coco com canela durante sessões de banho de sol. Esse tipo de prática não é recomendada por dermatologistas.
Nós dermatologistas sempre orientamos a população sobre os cuidados com a exposição ao sol e a necessidade de não se bronzear, muito menos com produtos que não foram testados em laboratórios e que não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Ao usar o óleo para se bronzear, o efeito foi o mesmo que fritar a pele. Uma atitude totalmente prejudicial que pode causar queimaduras graves, como as que ocorreram nas pacientes. Além das marcas na pele, existe também o risco de futuramente desenvolver um câncer de pele.
As soluções caseiras, como essa que causou as queimaduras, podem ser muito perigosas. Existem diversos produtos e alimentos que são usados para se bronzear e que são altamente prejudiciais à pele. O figo e o limão, por exemplo, contém substâncias fototóxicas que ao entram em contado com o sol causam queimaduras severas. Lembrando que a pele pode ficar manchada e que esse processo pode causar o envelhecimento precoce.
É importante que as pessoas evitem usar bronzeadores e fórmulas caseiras. Usar protetor solar todos os dias e se expor o mínimo possível ao sol, garante uma pele mais bonita e diminui o risco de problemas como o câncer .
Drª Ana Paula Scremin é médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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